domingo, 3 de junho de 2012

A Missão




A Missão


Eu precisava de ajuda. Então, recebi a semente, a Palavra de Deus. Eu aceitei a fé em Jesus e minha vida mudou para melhor. Eu recebi nova vida.
Mas depois de receber a nova vida através da semente, a Palavra de Deus, eu tenho a missão de levar essa semente a outras vidas que, como eu, estão precisando de ajuda também.
Sou seguidora de Cristo, então minha missão é a missão de Jesus sobre a terra, ou seja continuar o que Jesus começou.  


Rick Warren* em seu livro "Uma vida com propósitos" escreveu que a missão é seu serviço junto aos que não crêem. E que, Jesus não nos chama apenas para vir a ele, mas também para ir por ele. A missão é apresentar Deus às pessoas! 
Ele escreveu sobre seu pai:

"Mais um para Jesus”

Meu pai foi pastor por mais de cinqüenta anos, servindo principal­mente em igrejas pequenas da zona rural. Ele era um simples prega­dor, mas era um homem com uma missão. Sua atividade favorita era levar equipes de voluntários ao exterior, a fim de erguer igrejas para pequenas congregações. Durante sua vida, papai ergueu mais de 150 igrejas por todo o mundo.
Em 1999, meu pai morreu de câncer. Na última semana de vida, a doença o mantinha acordado em estado de semiconsciência, quase 24 horas por dia. Quando sonhava, falava alto sobre o que estava sonhando. Sentado ao lado de sua cama, aprendi muito
sobre meu pai, apenas escutando seus sonhos. Ele revivia seus projetos de cons­trução, um após o outro.
Certo dia, já próximo ao fim, enquanto minha esposa, minha sobrinha e eu estávamos ao seu lado, papai ficou subitamente agita­do e tentou levantar-se da cama. Logicamente, ele estava muito fra­co, e minha esposa insistiu em que ele voltasse a se deitar. Mas ele insistia em tentar sair da cama, então minha esposa acabou por perguntar: “Jimmy, o que você está querendo fazer?”. Ele respondeu: “Tenho de salvar mais um para Jesus! Tenho de salvar mais um para Jesus! Tenho de salvar mais um para Jesus!”. Ele começou a repetir essa frase sem parar.
Na hora que se seguiu, ele provavelmente repetiu a mesma frase mais de cem vezes. “Tenho de salvar mais um para Jesus!” Quando me sentei próximo a sua cama, com as lágrimas escorrendo, inclinei a cabeça para agradecer a Deus pela fé de meu pai. Naquele momen­to, papai estendeu o braço, pôs sua frágil mão sobre minha cabeça e disse, como se estivesse me comissionando: “Salve mais um para Jesus! Salve mais um para Jesus!”.
Pretendo que esse seja o lema do resto da minha vida. E também o convido a considerar esse objetivo o foco de sua vida, porque nada fará diferença maior na eternidade. Se você quer ser usado por Deus, deve se importar com o que mais importa para Deus; e o que mais importa para ele é a redenção das pessoas que ele fez. Ele quer que seus filhos perdidos sejam encontrados! Nada interessa mais a Deus; a cruz prova isso. Oro para que você esteja sempre atento, a fim de alcançar “mais um para Jesus”, de maneira que, no dia em que você estiver diante de Deus, você possa dizer: “Missão cumprida”.

Hoje em dia, Deus chama a cada um de nós para realizarmos a mesma obra. Ele não quer apenas que vivamos seus propósitos, mas que ajudemos as outras pessoas a fazer o mesmo. Deus quer que apresentemos Cristo às pessoas, trazendo-as para a comunhão, aju­dando-as a amadurecer e a descobrir como servir e então que torne­mos a enviá-las para que mais pessoas sejam alcançadas.

*Rick Warren - Uma Vida com Propósitos.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Contando Seus Dias




Contando seus dias!



Joni Eareckson Tada*

A notícia repentina que você tem uma doença terminal pode ser esmagadora. Até o relatório médico, você segue um certo ritmo em seus dias: na execução de trabalhos, pegar seus filhos no futebol, levar as roupas na lavanderia, café com os amigos, e sua rotina semanal do mercado. Mas agora, tudo está sendo mantido como refém em consultas médicas. Sua deficiência tornou-se um parêntese grande em sua vida, e você se encontra a perguntar se as coisas vão voltar ao normal. Há ainda dias em que você se pergunta "Se o caminho vai ser este, será que realmente vale a pena viver?"
Sempre que eu começo a pensar que meus esforços não contam - ou mesmo quando minha tetraplegia e cadeira de rodas parecem demais para suportar – eu penso em uma jovem mulher chamada Kim. Talvez mais do que qualquer outra pessoa, Kim mostrou-me que a minha vida - sua vida – conta e isso conta mais do que podemos imaginar.
Soube pela primeira vez sobre Kim quando um ancião da igreja dela na Pensilvânia ligou para perguntar se eu gostaria de contatá-la com algumas palavras de encorajamento. "Kim é uma brilhante mulher cristã de 26 anos que sempre foi ativa em nossa igreja ", disse ele," mas no ano passado ela contraiu uma doença do neurônio motor, e agora deve ficar na cama. Ela mal pode se mover e ela deve ser alimentado com um tubo de alimentação". O ancião fez uma pausa e depois acrescentou:"Kim é muito deprimida e ela está pensando se vale a pena ela viver mais".
Telefonei imediatamente para Kim. Sua mãe enfiou o receptor em seu ouvido. Sua respiração era tão fraca que mal conseguia ouvir a voz de Kim. Discutimos muitas coisas, incluindo nossas partes favoritas da Bíblia, o assunto do céu, e de oração. Finalmente,  Kim disse, com grande esforço, " Joni, eles querem me dar um aparelho para me ajudar a respirar, mas eu não sei se eu quero um. Eu estou tão cansada. Você acha que eu devo usar? "
Eu fiquei sem palavras. Eu respirei profundamente, murmurei uma prece, e respondi: "Kim, há um monte de coisas a considerar, não menos do que o que a sua decisão afetará muitas pessoas ao seu redor. Mas, entre as duas escolhas que você enfrenta, eu acho que há uma melhor". Eu, então, passei a dizer-lhe um verso simples, mas poderosa Bíblia que tem encorajado e me guiou nos momentos mais difíceis em meus 45 anos de tetraplegia ... Segunda Pedro 3:8 diz: "Não se esqueça de uma coisa, queridos amigos: Com o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos são como um dia".
Nós todos sabemos o velho adágio de que Deus olha para os últimos 2.000 anos, como um par de dias passados, mas e a outra metade do verso? A parte de ver cada dia como mil anos? É como geometria divina. Não é preciso ser um cientista para descobrir Deus na fórmula matemática. Se formos ver cada dia como comparável ao de um milênio na eternidade, em seguida, e que cada 24 horas está repleta de oportunidades para investir mais que mil anos de eternidade. Cada dia Deus nos dá o dom precioso da hora de investir na vida dos outros. Investimentos que terão repercussões eternas para nós e eles.
Kim animou-se com essa idéia. "Mas eu estou na cama. Eu não posso ir a qualquer lugar ou fazer qualquer coisa. Como pode a minha contagem de vida nesta condição". Isto é o que eu disse a ela: "Primeiro, Kim, você pode orar. Não importa o quão fracas ou covardes suas orações possa parecer, elas tem especial poder com Deus. Ele diz em Salmos 10:17 "SENHOR, tu ouviste os desejos dos mansos; confortarás os seus corações; os teus ouvidos estarão abertos para eles"; 
O Senhor inclina seu ouvido para escutar quando alguém como você ora, alguém que está sofrendo grande aflição. Ele se inclina para as pessoas que lhe oferecem "sacrifícios de louvor". Deus vai usar as suas intercessões para agitar a vida de todos ao seu redor. E a sua obediência conta para a eternidade. Agora é sua chance de estender a capacidade da sua alma para Deus, Kim. Sua paciência e resistência vai repercutir mais glória a Deus do que você possa apreciar agora. Como se diz em Romanos 8:18, "Eu considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que vai ser revelada em nós". Se você mantiver uma resposta divina, então ele deve multiplicar pelo menos 558 anos de benefício eterno para você e glória à Deus! "
Ela riu. Eu compartilhei mais. Eu incentivei-a a pensar no impacto que sua paciência e resistência teriam sobre os outros ao seu redor, como sua mãe e pai. Filipenses 2:4 diz-nos para sempre olhar para os interesses dos outros antes do nosso próprio. Estamos sempre chamados a pensar nos outros, não importa quão difícil seja nossa situação.
Sugeri a Kim, "A próxima vez que sua mãe vier para colocar o tubo de alimentação para o seu almoço, por que você não pede a bênção sobre o alimento antes de ela colocar as seringas em seu G-tubo? "Ela pensou que era uma idéia criativa! Eu continuei: "Faça a geometria divina sobre isto. É tem que se deslocar para pelo menos 784 anos no valor de benefício eterno para você e sua mãe, para a glória de Deus".
Que maneira de Kim viver seus dias remanescentes. Se ela fosse viver apenas mais duas semanas, com uma perspectiva como essa,  seriam 14.000 anos no valor da recompensa eterna e glória. No momento em que terminou de falar no telefone, meu jovem amigo estava entusiasmado. Deveria nos estimular também.

Não importa como nos sentimos sobrecarregados por um diagnóstico terminal e todos os seus problemas presentes, nossa vida conta. O sorriso que você dá aos outros na sala de espera ... as notas de encorajamento você dá para outros pacientes na clínica de quimioterapia ... o telefonema de agradecimento ao secretário do seu médico ... os bolos que você assar para o grupo de mulheres que está orando por você ... todos contam essas coisas! 
"Portanto, nós não podemos perder o ânimo. Embora aparentemente estejamos perdendo, mas interiormente estamos sendo renovados dia a dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação está produzindo para nós uma glória eterna que a supera. Assim, fixamos nossos olhos não no que é visto, mas sobre o que é invisível. Pois o que se vê é transitório, mas o que é invisível é eterno". (II Coríntios 4:16-18).
Não é maravilhoso? Seus leves e momentâneos sofrimentos estão produzindo para você uma glória eterna que pesa mais do qualquer dificuldade que você pode estar enfrentando. Se você der a Deus um pouco de obediência em uma situação difícil, ele vai fazer seu cálculo divino - ele vai multiplicar a você uma bênção eterna após a outra que vai fazer o seu problema parecer fraco, e a memória esquecida, você nem vai lembrar.
O Salmo 90:12 nos diz: "[O Senhor], ensina-nos a contar os nossos dias corretamente, para que possamos ganhar um coração de sábio".
Assim valorize os seus dias fazendo o máximo de cada oportunidade para fazer o bem, porque este é o tipo de sabedoria que Deus quer que você aplique suas 24 horas de tempo. A vida é tão curta e Tiago 4:14 pergunta: "Que é a sua vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois desaparece".
Não admira que o Bíblia descreve como cada dia como mil anos - é assim que eles são de valor inestimável.
Kim acabou vivendo mais um mês e meio depois da nossa conversa no telefone. Mas, como sua mãe disse-me mais tarde, aqueles 45 dias - ela olhou para eles como 45.000 anos - Foram algumas das semanas mais significativos e importantes que já viveram.
Amigo, se Kim fez o máximo de cada oportunidade para refletir Jesus Cristo durante os difíceis últimos dias de sua vida, você e eu podemos refletir Jesus, também. Portanto, obter uma vantagem sobre eternidade entendendo e investindo na conexão real entre este mundo e o vindouro. Por favor, saibam que suas orações, obediência, sacrifícios e encorajamentos para com os outros têm uma influência direta e positiva na sua capacidade de adoração, alegria e serviço a Deus no céu.
O valor da vida não é encontrado em um conjunto de circunstâncias - quer sejam agradaveis ou dolorosas. O valor da vida é encontrado em uma pessoa, o Príncipe da Vida. A Ressurreição e a Vida. Jesus é o Caminho,  a Verdade e a Vida. Ele tem palavras de vida. E Cristo o Salvador é Aquele que deseja ser o Senhor de seus dias, bem como a sua sabedoria para viver. Quando você olha para ele a cada dia, cada hora e minuto, sua vida vai contar ... e vai contar por toda a eternidade. E com isso, ele irá contar por toda a eternidade. E com isso, você tem um A + em Sua geometria divina!
(traduzido por Clarice Pessato)


 * Joni Eareckson Tada é tetraplégica, escritora cristã e fundadora da organização Joni and friends, para deficientes.
 www.joniandfriends.org

domingo, 27 de maio de 2012

Qual é a Minha Responsabilidade?




Qual a Minha Responsabilidade?



"E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas". (Mateus 22:34-40).

Responsável? Eu posso pensar que sou responsável por mim mesmo e por minha família e, além desses não respondo por mais ninguém. Mas, será que tenho outras responsabilidades? Por quem respondo? Será que sou responsável por meus vizinhos? Por meus compatriotas? Pelas pessoas do mundo? Afinal, somos da mesma raça, vivendo num mesmo planeta. Qual é a minha responsabilidade?
"Amarás o teu próximo..." 
Segundo a Bíblia, o próximo é qualquer pessoa em necessidade ao nosso redor, até mesmo nosso inimigo. Então, temos uma parcela de responsabilidade por todos os seres humanos.
Deus permite situações nas quais podemos encontrar e conhecer o nosso próximo: no trânsito congestionado, nos semáforos das grandes cidades, na fila do banco, no supermercado, nos hospitais, nos presídios, nas favelas, nas reuniões de trabalho, de condomínio, de igreja, em nossas casas com nossos familiares, com nosso jardineiro, nosso carteiro, nosso vizinho, nosso colega, ...
O nosso próximo é aquele que está ao nosso lado, é aquele que está precisando de nosso auxílio. 
Ele está nesses encontros quando mais podemos dar testemunho do que o amor de Deus é capaz de fazer através de nós. São as oportunidades para propagarmos a generosidade infinita de Jesus e o quanto todos nós, sem exceção, somos importantes aos olhos de Deus. 
Precisamos pedir ao Pai para que em todos os momentos de nossa vida possamos distinguir quem é o nosso próximo e ajudá-lo, também que tenhamos o desejo de servir e nos envolver com as pessoas ao nosso redor, como o Senhor fez conosco. Assim, estaremos obedecendo ao principal mandamento da lei de Deus que é o amor ao próximo, ou seja, cumprindo nossa responsabilidade.

sábado, 26 de maio de 2012

Mágoa e Ressentimento




Mágoa e Ressentimento


“Por  isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros. Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo.
Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.

Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.
E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.
Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós,

Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”. (Efésios 4:25-32).


As experiências pelas quais passamos vão sendo acumuladas no transcurso de nossa vida. Algumas são boas, enquanto outras nos fazem sofrer. 
As experiências que nos fazem sofrer são as várias decepções que, se não tomarmos cuidado, podem nos transformar em pessoas amargas, desconfiadas e rancorosas. E, é por isso que precisamos aprender a perdoar.

Reconhecer que precisamos de perdão nem sempre é fácil, pois precisamos deixar de lado o orgulho e dizer: eu errei, você me perdoa? Mas, e quando é do nosso perdão que alguém precisa? Nos magoaram profundamente e somos nós que precisamos perdoar. E bate à nossa porta o ressentimento que fica martelando na nossa cabeça e alma todo o mal que nos fizeram.
Há pessoas que conscientemente dizem: 'eu não perdoo'; e vivem a vida inteira sendo destruídos por essa doença que faz mal a elas mesmas. É enganoso pensar que não perdoando estaremos ferindo o outro e fazendo com que pague o mal, pois nos ferimos a nós mesmos, impedindo que a ferida cicatrize.

O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar.
Sabemos que não é simples, pois todas às vezes que somos alvos de críticas injustas, traição, calúnias e desprezo, nós sofremos e é natural até que sintamos raiva, no momento, da pessoa que nos prejudicou. Mas, o que não devemos permitir é que essa raiva perdure para sempre e que tais experiências negativas afetem o nosso caráter ou transformem a nossa personalidade.
A melhor atitude é entregar tudo ao Justo Juiz, que é Jesus. Ele sabe a hora certa de punir os culpados.
É importante que não façamos justiça com as nossas próprias mãos, pois a nossa justiça não tem a onisciência de Deus.
Para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino.

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." (Romanos 3:23). 


Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nos perdoar, certamente podemos perdoar aqueles que, em comparação, nos devem muito menos.


"Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo." (Efésios 4.32). 

"Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também." (Colossenses 3:13).


A parábola do credor incompassivo (Mateus 18.21-35) é uma parábola de Jesus cujo foco é o perdão. É dado o exemplo de um rei que foi piedoso com seu servo, e este servo não mostrou piedade com seu conservo, fazendo indignar-se outros conservos e o rei. Ele esqueceu o perdão que havia recebido e não perdoou.
O rancor nos cega para um desfecho conciliador e não deixa o tempo nos ajudar, amainando nosso sentimento de raiva. 
Com o tempo podemos dar ao fato a real proporção de seu mal, mas é importante não perdermos de vista a beleza da natureza, da comunhão com pessoas amigas, da nossa família, do amor. Desarmados pela graça e pelo amor de Cristo partimos para a reconciliação, remédio para nossas amarguras e nossos relacionamentos partidos.
É difícil 'perder', mas quem perde tem mais chance de ser feliz do que quem cultiva o rancor de ofensas passadas.
É um trabalho longo e delicado que exige de nós paciência, coragem, fé e, principalmente, amor, muito amor. Só mesmo um amor incondicional pelo próximo poderá extinguir do dicionário da nossa vida a palavra ressentimento. Quando Jesus estava para ser morto, Ele olhou para o céu e disse: "Pai, perdoa-lhes". Ele conhecia a necessidade e incapacidade humana de reconhecer os próprios erros. Ele intercedeu a favor dos que o matavam e intercede por nós a cada instante.
Devemos buscar em Deus forças para perdoar àqueles que nos ofendem por promover a paz. E, também, para que tenhamos ânimo para continuar amando o que o Senhor valoriza e preserva. Em Cristo Jesus. Amém!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Perdão






Perdão



A mais bela definição apresentada na Bíblia é sobre Deus: “Deus é amor”.
A maior prova do amor de Deus para conosco foi o perdão de todos os nossos pecados.
Porque Deus nos ama ele nos perdoou.
Perdoar é um predicado de Deus.
Quando Deus nos perdoou, pôs um fim à situação desastrosa em que nós nos encontrávamos, pois, como conseqüência do nosso pecado de desobediência, estávamos condenados à morte.
Deus nos chamou para uma nova vida, onde o amor e o perdão sempre têm a sua máxima expressão. Perdoada a nossa ofensa, o relacionamento amoroso que nos une ao Pai Eterno foi restaurado.
Diante desse ato de misericórdia e amor imerecido devemos, do mesmo modo, estender perdão a todo aquele que nos ofender. O perdão de Deus deve gerar em nosso coração o desejo de perdoar tal com ele fez conosco.
Perdoar é um dos atos básicos da fé cristã, pois, a nossa entrada na vida que Jesus Cristo nos ofereceu, só foi possível porque recebemos perdão de nosso Deus e Pai. Ele nos perdoou, mediante a obra de seu Filho feita na cruz, em nosso favor. Amor e perdão sempre caminham juntos.
Perdoar não é um sentimento, nem depende de nossa vontade ou emoção, mas é um mandamento da Palavra de Deus.
A Palavra declara:

"sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo vos perdoou" (Efésios 4.32);

"Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso  alguém tenha queixa contra outrem. Assim como o Senhor nos perdoou, assim também perdoai vós". (Colossences 3.13).

Perdoar significa deixar de considerar o outro com desprezo ou ressentimento. É ter compaixão, deixando de lado toda a idéia de vingar-se.

"perdoando-vos uns aos outros como, também Deus, em Cristo, vos perdoou". (Efésios 4.32),

É inconcebível viver sob o perdão de Deus sem perdoar ao próximo.
Quando Jesus ensinou os seus discípulos a orar, ele colocou um pedido ao Pai: 

"perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado os nossos devedores". (Mateus 6.12).

É esse espírito de perdão que deve permanecer em nós. Se o Pai, antecipadamente, nos perdoou, quando não éramos merecedores, em gratidão ao seu amor perdoador, nós devemos, também, perdoar aos que nos ofendem.
O perdão deve ser uma característica do nosso viver cristão. 
O amor perdoador de Cristo foi sacrificial, pois ele se deu por nós, assim, da mesma forma, o nosso amor deve se expressar dando-nos, em amor, por aquele que nos ofendeu.
Isso se expressará mais fácil na medida em que amadurecemos em nossa vida espiritual. O perdão tem de ser um ato de nossa vontade disciplinada. Ele não é um sentimento, nem é facultativo. O perdão resulta de colocar a nossa vontade sob a vontade de Deus.

Condições para recebermos perdão
Perdoar para ser perdoado é o ensino de Jesus:

"se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas". (Mateus 6.15).

"Assim também meu Pai celeste vos fará, se no íntimo não perdoardes cada um ao seu irmão" (Mateus 18.35).

"E, quando tiverdes orando, se tendes alguma cousa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas" (Marcos 11.25).

Quem já passou por situações difíceis em que foi grandemente caluniado, sabe como é difícil perdoar.
Somente quem conheceu o novo nascimento em Cristo pode alcançar esta dádiva do perdão.

Perdoar a si mesmo:
Muitas vezes, antes de podermos perdoar os outros, devemos perdoar a nós mesmos. Devemos recordar que Cristo nos perdoou.

"Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." (Mateus 22.39)

Deus nos ama e já nos perdoou, por isso, devemos lembrar a posição em que Deus já nos colocou: 

"nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus." (Efésios 2.6).

Precisamos nos ver como somos aos olhos de Deus e não segundo os nossos incorretos sentimentos. Em Cristo está a nossa vitória.

Quantas vezes devemos perdoar?
Essa foi a pergunta que Pedro fez a Jesus. A resposta do Senhor demonstrou que já não estamos sob a Lei, estamos sobre a Graça de Deus. 

"Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete." (Mateus 18.21,22)

Se a Lei determina um número de vezes para perdoar, o Evangelho de Cristo não determina números, determina a aplicação do amor em grau infinito.
Perdoar é essencial ao nosso bem estar interno e ao testemunho externo da igreja. Pois, sem a prática do perdão, as ervas daninhas da amargura, do ódio e do ressentimento impedirão que seja visto em nós o caráter de Jesus, o nosso Senhor e Salvador.

Quem perdoa mostra a excelência de um coração convertido e transformado por Jesus, sente paz na alma e espírito, e ganha nesta vida e na vida eterna.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Judas e Pedro


Judas e Pedro

       

Há coisas que praticamos, das quais nos arrependemos, que não podem ser refeitas. Todos estamos sujeitos a elas.
Pedro e Judas Iscariotes, dois discípulos de Cristo mencionados nos evangelhos, traíram seu Mestre e tiveram reações diferentes diante das consequências do que fizeram.

Depois de trair a Cristo, Judas enforcou-se (Mateus 27:5). Em contraste, depois de negar a Cristo, Pedro se tornou um apóstolo de confiança (1 Pedro 1:1), um forte líder da primeira igreja cristã, e escritor que deixou um belo e abençoado testemunho que ecoa pelos séculos desde aquele tempo.

Diante da condenação de Jesus, Judas reconheceu que traiu um inocente. Ele resolve devolver às autoridades o dinheiro recebido como pagamento por ter levado os guardas até Cristo. Contudo, as trinta moedas de prata, consideradas preço de sangue, não foram aceitas de volta. Então, o traidor atira o dinheiro contra os pagantes e coloca fim à sua angústia de viver tirando a própria vida. Ele quis reparar seu erro sofrendo, mas não conseguiu porque não havia como pagar pelo dano que causara.

Judas claramente tinha livre-arbítrio. A Bíblia ensina que Deus deseja que todos aceitem a Sua salvação (2 Pedro 3:9). 
Judas também teve uma oportunidade para ser salvo. Jesus não conservou Judas por perto para lhe dar uma oportunidade de traí-Lo. Ao contrário, Jesus tentou dar a Judas uma oportunidade de ser salvo. 

Pedro também sofreu pelo que fez, mas o discípulo faltoso sabia que nada neste mundo poderia apagar as consequências de sua ofensa.
Pedro não dá cabo da própria vida e resolve voltar às redes de pesca, sem saber que logo haveria um novo encontro com Jesus. Ali, na praia, Pedro reconhece que Cristo é o Todo-poderoso que sabe todas as coisas e que ele, o discípulo regenerado, pouco tem a oferecer. Nestas condições, o Filho de Deus o aceita e delega a ele a missão mais importante na história do cristianismo: a continuidade da fé cristã e o cuidado para com os fiéis.
  
Arrependimento e remorso são marcados pelo sofrimento intenso. Nas duas situações, há o lamento e o reconhecimento de que o ato praticado não deveria ter acontecido.

Remorso é a condenação de ficar remoendo o preço impossível de pagar. Ninguém suporta viver assim sem causar danos para si mesmo.

Arrependimento é o lamento mental, físico e emocional de que tal ato não deveria ter sido praticado; é o sofrimento de todo o ser, de tal forma que não há mais o desejo de que tal comportamento volte a acontecer. E o reconhecimento de que, no sacrifício substituto de Cristo na cruz, o preço foi pago e o saldo da dívida não mais existe.

Pedro negou seu Senhor no momento de maior necessidade e humilhação de Cristo. Mas, posteriormente, ele se arrependeu. Ele se entristeceu pelo ato em si, e não apenas pelas conseqüências. Seu arrependimento mostrou que o Espírito Santo podia trabalhar em seu coração e mudá-lo. Ele foi quebrantado por seu pecado e, a partir daquela contrição, o Senhor poderia trazer Pedro ao arrependimento e a uma conversão verdadeira. 

"Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus" (Salmos 51.17). 

Jesus deu aos dois discípulos a oportunidade de aceitarem a salvação. O que aconteceu mostra as escolhas que eles fizeram. 

Nós estamos na mesma situação de Pedro e de Judas. Recebemos oportunidades para fazer a escolha de aceitar a salvação que Jesus oferece. Precisamos nos perguntar o que estamos fazendo com essas oportunidades. No fim das contas, só um entre dois futuros eternos nos espera: um futuro como o de Pedro ou um futuro como o de Judas. 

A fé cristã é a possibilidade de jogar sobre a cruz erguida no Calvário todo e qualquer peso dos erros irreparáveis. Graças a Deus!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Remorso e Arrependimento




Remorso e Arrependimento




Ao cometermos algum pecado, satanás, também chamado de “o acusador”, fica tentando nos convencer que temos pouco valor e que nosso pecado é imperdoável. Foi isso que ele fez com Davi. Davi cometeu adultério e homicídio e, enquanto ficou remoendo sua culpa, o remorso não lhe deu descanso: 

“Eu mesmo reconheço as minhas transgressões; o meu pecado está sempre diante de mim”. (Salmos 51:3).      


Remorso é um sentimento de mal estar, que acontece quando a pessoa comete algo errado e que parece não ter como ser consertado. Quando chega a esta conclusão, a pessoa se volta contra si mesma, dando lugar à revolta, por isso remorso não é construtivo e nos conduz à condenação.     

A Bíblia nos recomenda ter arrependimento: 


“Repreendo e disciplino aqueles que Eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se”. (Apocalipse  3:19)     

"No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos". (Atos dos Apóstolos 17.30-31)

''Agora, porém, me alegro, não porque vocês foram entristecidos, mas porque a tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês se entristeceram como Deus desejava e de forma alguma foram prejudicados por nossa causa. A tristeza segundo Deus não produz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação, e a tristeza segundo o mundo produz morte." (2 Coríntios 7.9-10)


O arrependimento também, como o remorso, surge quando a pessoa percebe que cometeu um erro, que logrou a lei, que machucou alguém. Mas, o arrependimento não se limita a lastimar o mal feito, mas ele procura meios de corrigir e consertar as consequencias do erro.      

Jesus pregou o arrependimento e enfatizou a necessidade de sermos diligentes na busca do estado de consciência que nos permite arrependermo-nos. Porém, para com zelo praticar o arrependimento, toda pessoa precisa o Espírito Santo.     

O Espírito do Senhor quer nos libertar do remorso. Se, temos a fé e a coragem de confessar a Ele nosso pecado, e de entregar a Ele o tal pecado, Ele nos perdoa e nos conserta.     

Se uma pessoa se arrependeu de seus pecados, sua vida nunca mais será a mesma. A entrada do Espírito Santo em seu ser interior destrói essa pessoa para o mundo e as "coisas" que anteriormente atraiam sua atenção irão perdendo a atração à medida que ela "crescer na graça e no conhecimento" de Jesus Cristo.     

Remorso é obra do acusador. Arrependimento é o milagre que o Senhor opera naqueles que confiam Nele.     

Aos que estão cansados pelo remorso é dirigido o convite de Jesus: ”Vinde a Mim, vós que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei”. 

Isto é arrependimento, ou seja, reconhecimento de pecado com busca de restauração e mudança. A marca do arrependimento é a mudança de atitude.

Deus nos chama ao arrependimento.